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Todos os relacionamentos humanos estão fortemente vinculados com a primeira infância, tudo que acontece, em geral, até os 7 anos fica arquivada em nosso inconsciente de acordo com a pouca maturidade do nosso ego, das distorções decorrentes de nossas interpretações.

Cada pessoa assimila essas experiências de maneira diferente, o que podem influenciar positivamente ou negativamente. O modelo de comportamento que cada pessoa conhece durante esse primeiro tempo de vida o acompanhará até a vida adulta.

Um modelo de um pai, até pouco tempo na sociedade, tinha a função de impor as regras e cuidar da família, enquanto a mãe era quem acompanhava a educação e cuidava do lar. O modelo familiar se modificou, hoje os papéis da mãe e do pai são iguais o que não dispensa de nenhuma forma a presença paterna na família.

De alguma forma a figura paterna ainda representa impor limites, o que é o que é muito importante para que alguém se desenvolva, tenha Independência e faça suas próprias conquistas. Já as demonstrações de afetos que hoje são feitas de maneira mais espontânea, são válidas positivamente, pois assim o filho se sente amado e protegido.

A falta da figura paterna pode prejudicar o indivíduo a conhecer limites, descobrir o mundo, e de alguma forma ter os relacionamentos mais equilibrados.

Quais os problemas emocionais podem ser associados ao abandono paterno?

  • Autoestima baixa;
  • Pouca autoconfiança;
  • Dificuldade de relacionamento e aprendizagem;
  • Ansiedade em ser aceita na sociedade;
  • Agressividade;
  • Depressão, entre outros.

O que um pai deve fazer para evitar este tipo de trauma em seu filho?

Mesmo com pais separados e o filho morando com a mãe, como é o mais comum, o pai pode se fazer presente na vida dessa criança, desde que o tempo que passam juntos por mais que seja curto, tenha qualidade. Como um pai se faz presente na vida de uma criança? Veja as dicas.

  • O pai deve se interessar pela educação da criança, como está à escola, as lições de casa, saber sobre brincadeiras, amigos e sua vida escolar;
  • Tirar um tempo para sair, como ir ao parque, andar de bicicleta, ou fazer qualquer tipo de passeio juntos;
  • Não dispensar longas conversas olho no olho para entender as angústias, dificuldades, e qualquer outro sentimento que faça parte da vida da criança;
  • Não compensar o tempo perdido ou a falta de tempo com bens materiais;
  • Mesmo com a distância, nas poucas oportunidades, demonstrar afeto com abraço e beijo.
  • Mesmo não morando na mesma casa que a criança, o pai deve entender que ainda é responsável pela educação e o desenvolvimento do filho (a), deve impor regras, explicar limites, e ter autoridade. Não ficar somente com a parte boa deste relacionamento entre pais e filhos.

Como dar outro significado ao sentimento de abandono paterno?

Nem toda lembrança ruim precisa necessariamente ser um trauma, toda experiência pode trazer consequências negativas e positivas, através de um aprendizado, entender que algo aconteceu e isso influenciou a sua vida é importante, é necessário entender, porém, se você se tornou mais forte ou mais fraco, e o quanto essa situação influencia nos seus relacionamentos atuais.

Entender quais as atitudes comportamentais tem a ver com a com a sua experiência e o quanto isso lhe provoca travamentos e sentimentos de desconfiança em seus relacionamentos. Após identificar é possível trabalhar esses sentimentos e entender que estas experiências podem ter um novo significado, lhe deixando mais forte.

Figura paterna

Por outro lado a figura paterna não precisa ser necessariamente o pai, mas uma presença masculina que lhe traga experiências de qualidade, que podem acontecer com os avós, tios, irmãos mais velhos, tutores, professores e até mesmo com a mãe que promove uma paternagem uma postura representativa, este formato muito comum atualmente, permite que tais agentes sociais possam suprir a presença paterna, desde que participem ativamente em sua educação.

Fotografia: unsplash-logoJuliane Liebermann